Concentrados e volumosos: por que seus cavalos precisam destes dois tipos de alimentos?

22 de janeiro de 2018

Se você está acompanhando nosso blog, já percebeu que estamos publicando uma série de artigos para ajudá-lo a refletir sobre a nutrição para equinos. Hoje vamos falar um pouco sobre a ministração de alimentos concentrados e volumosos aos animais.

A utilização de alimentos volumosos como suplementos à pastagem durante os períodos de seca, já é uma prática comum. Ela acontece devido à questões financeiras, mas também por praticidade.

O melhoramento de alimentos volumosos grosseiros geralmente é feito através de tratamentos químicos (uréia, amônia líquida etc.), que melhoram a digestibilidade do alimento ou por tratamentos físicos como o uso de aditivos por meio de uma substância palatabilizante como o melaço. De qualquer forma, a finalidade é aumentar o consumo do alimento ou mesmo usar outras alternativas de alimento mais nobres como silagem de capim nobre.

Agora, o que são volumosos e o que são concentrados? Entenda:

Concentrados

Chamamos de concentrados aqueles alimentos que possuem menos que 18% de fibra bruta e teores protéicos, minerais e vitamínicos mais elevados do que em outros tipos de alimentação.

Eles são utilizados normalmente para equilibrar a dieta dos animais e incrementar o ganho de peso em estágio de terminação num período curto de tempo. E devem ser servidos juntamente com alimentos nutritivamente mais “pobres”.

Inúmeros especialistas recomendam que sejam feitas análises bromatológicas do pasto usado para a alimentação dos cavalos para que os alimentos concentrados sejam aproveitados de forma mais eficiente. A partir deste tipo de análise, é possível verificar, por exemplo, se há necessidade de incrementos.

É importante pontuar também que o uso excessivo de alimentos concentrados pode causar desequilíbrio nutricional, o que facilita o desenvolvimento de doenças metabólicas .

Volumosos

Já os volumosos são todos aqueles que possuem teor de fibra maior que 18% em sua matéria seca. Entre os exemplos destacamos: pastagem, silagem, fenos, casca de grãos e produtos como Forage Horse, da Nutratta, e outros.

No Brasil, a alimentação do gado é feita em grande parte pela ingestão do pasto, pois há abundância de pastagens em nosso território. Estima-se que 173 milhões de hectares são destinados para cultivo de pastagem no país. E a pastagem, como sabemos, é uma fonte economicamente viável para o produtor. No entanto é importante ressaltar que a dieta composta exclusivamente por pasto pode ser viável e minimiza o custo, mas não é a dieta que maximiza o lucro.

A pastagem pode variar muito seu valor nutritivo, sobretudo por conta da sazonalidade. Há períodos chuvosos que facilitam o desenvolvimento do pasto, mas há também períodos secos (inverno, sobretudo) que diminui o teor nutritivo da pastagem.

Para lidar com essa sazonalidade, tem-se a importância de ministrar alimentos volumosos em forma de ração para os animais. Complementando a dieta com volumosos além do feno.

 

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